Artigos

Um livro novo chama atenção sobre os possíveis danos causados pelo diagnostico precoce.

Quantas vezes sentimos , no campo medico que a verdade parece estranha e contra intuitiva, seduzidos que somos com tantos falsos mas familiares pressupostos como: novo é melhor, procedimentos muito utilizados são comprovadamente bons, um medicamento registrado e seguramente um medicamento seguro…

Artigo traduzido e comentado por: Dra Sara Turcotte

Ray Moynihan, author, journalist, and conjoint lecturer,University of Newcastle, Australia.

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Clínica na filosofia e na Medicina

CLÍNICA NA FILOSOFIA E NA MEDICINA

Artigo publicado na Revista Filosofia Clínica

A arte de curar

Medicina se volta ao pensar filosófico com a valorização da responsabilidade individual sobre a saúde

Por Michael Yaari e Monica Aiub

Michael Yaari é médico com residência em Medicina de Família e Comunidade pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina – Unifesp-EPM, com especialização em Geriatria e Gerontologia também pela Unifesp-EPM e é formado em Medicina Antroposófica pela Associação Brasileira de Medicina Antroposófica-ABMA em São Paulo-SP. Trabalha na Associação Comunitária Monte Azul e em consultório particular e é sócio fundador da PróLibera Medicina de Família.

Monica Aiub é filósofa clínica, mestre em Filosofia da Mente (UFSCAR-SP). Professora Titular do curso de Especialização em Filosofia Clínica do Instituto Packter. Fundadora do Interseção – Instituto de Filosofia Clínica de São Paulo.

Restabelecer a importância da medicina e da filosofia é questão de urgência em um mundo cada vez mais doente e confuso. A palavra medicina, ontologicamente, tem a ver com mediar e medicar. Todas, portanto, provindas da mesma fonte. Sempre houve a necessidade da atuação com o corpo e essa demanda levou a alguma forma de intervenção como ato de mediar, medicar, estabelecer um modo que facilite ou otimize a ação do corpo. Assim, uma escolha alimentar, um chá de alguma folha, um preparado específico indicado para melhorar algum sintoma e outras ações orientadas por um sacerdote, xamã, mago ou alguém que se colocava como mediador, medicador, já pode ser considerada uma atividade médica.

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